Entrevista ao forcado Pedro Jones : G.F.A. da Moita:


O entrevistado desta semana é o forcado Pedro Jones.

GA- Nome:
Pedro Jones
 
GA- Idade:
PJ
- 22 anos.

GA- Onde nasceu?
PJ- Nasci no Barreiro, mas resido na Moita do Ribatejo.

GA-
Grupo:
PJ- Grupo de Forcados Amadores da Moita.

GA- Data e local da 1ª fardação:
PJ- Moita, dia 28 de fevereiro de 2009, num festival de solidariedade.


GA- Qual o seu cargo?
PJ
- Já dei uma ou duas primeiras em praça, umas segundas, mas o que mais tenho feito é dar terceiras.

GA- Desde já é um grande prazer poder-lhe fazer esta entrevista. Desde quando o gosto pela festa brava?
PJ- A minha mãe levou-me a ver corridas e largadas de toiros desde cedo e também tenho uma família muito aficionada, muito ligada à festa brava, desde familiares forcados, a trabalharem em praças. Os toiros sempre fizeram parte da minha vida.

GA- O que pensa quando salta à arena?
PJ- Tenho que ajudar os meus amigos, dar o meu melhor por eles e pelo grupo para sairmos em grande, como diz o cabo temos que honrar a jaqueta que vestimos.

GA-
Como é estar frente a frente com um toiro bravo?
PJ
– É algo que não se explica, o bater forte do coração, a adrenalina, é algo que só se sente, por muito que tentemos explicar só quem o faz é que entende.

GA- Tem familiares no grupo? Ou tem familiares forcados? Se sim, como reage/sente quando vê essa pessoa perante um toiro?
PJ- Tive familiares, mas já faleceram os dois, Luís Duarte e Guilherme Duarte (Guilherme Duarte segundo me contam as pessoas do seu tempo era um dos melhores forcados do país). Eu, infelizmente, a única coisa que vejo são fotografias deles, mas sinto um grande orgulho quando me falam dos mesmos.

GA-
Quem é, para si, a maior figura da nossa festa? (como forcado)
PJ- Poderia chegar aqui e dizer um monte de nomes, mas para mim é o meu cabo, Pedro Raposo, pela pessoa que é, pelo forcado que é e por tudo o que tem feito pelo grupo. A cada ano que passa tem feito o melhor e tem conseguido com que o grupo faça mais corridas que o ano anterior e há que dar muito valor a isso, porque ser cabo não é nada fácil.

GA-
Um dia que recorde? Porquê?
PJ- Recordo-me de muitos dias, colhidas que sofremos, toiros que ajudamos, mas um dos dias que mais me marcou foi na feira de Maio, na Moita, em 2009, onde fui dar terceiras a um grande forcado (Tiago Bernardo) cujo peso do toiro era 520kg, dei uma ajuda muito boa, depois da corrida o meu pai deu-me um abraço e disse-me: “Se não fosses tu, o toiro não era pegado.” e isso marcou a minha vida ainda curta como forcado.

GA- Uma praça onde sente mais responsabilidade? Porquê?
PJ- Moita, a praça da minha terra com um povo muito aficionado e para mim é a praça mais importante do país.

GA-
Que ganadaria apresentou melhores toiros na temporada de 2012?
PJ
- Depende das preferências de cada um, do estilo de encaste que mais goste, eu vi muitas ganadarias a darem toiros bons, não consigo identificar nenhuma específica.

GA- Quais são os toiros mais fáceis de ser pegados? E os mais complicados?
PJ- Os toiros que complicam menos são os Passanha, Falé Filipe, Maria Guiomar Cortes Moura, Samuel Lupi. Os mais complicados são os Zé Dias, Vale Sorraia, Fernando dos Santos, Arruci e os que veem do país vizinho.
GA- Por fim, deixe uma mensagem aos aficionados:
PJ- Continuem a ir aos toiros, nas praças do nosso país, devemos juntar-nos para defender a nossa festa que é tão bonita e única.





GA – Muito obrigado pelo tempo disponibilizado e que a temporada lhe corra pelo melhor

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